
Eu hoje peço licença pra falar de um membro apenas deste blog. Hoje eu peço licença pra falar de um amizade, que não menospreza nenhuma outra aqui existente, mas que, com certeza, sem ela este grupo não existiria. Hoje, eu queria falar de anos atrás e de anos à frente. Sim, por que eu sei que isso vai durar ainda muito tempo.
Em 99, quando eu sai de um colégio pequeno pra cursar o Ensino Médio no Colégio Nazaré, tinha um certo receio. Colégio muito grande, muitas turmas, muita gente! Mas meu medo nem era tanto, metade de meus amigos tinha ido junto comigo nessa aventura. Porém, no primeiro dia de aula, aconteceu de eu cair em uma turma onde eu não conhecia ninguém! No mesmo momento, fui até a coordenação pedi minha transferência. Meus amigos estavam na 103 e 104. Eu queria ir pra
Depois de um tempo eu conheci uma menina. Ela estava ali desde e primeira série e sabia tudo sobre o colégio, minha curiosidade fez eu me aproximar dela, e gostar muito disso. Assim surgiu uma amizade muito legal, passamos a sentar juntas, e as minhas amigas e as amigas dela, passaram a ser nossas. Agora, a 103 era a minha nova turma, e a fileira da parede, a nossa nova área.
Começaram os bilhetinhos com conversas muitas vezes fúteis, mas que enchiam as monótonas aulas de graça (até hoje tenho uma caixa cheia deles), chegaram os recreios, com mil pacotinhos de monteiro lopes, sentadas no chão do Salão Vermelho, ou naquele velho banco da árvore do meio, à direita do pátio. Os encontros ultrapassaram os portões do colégio, e passaram a ser na minha casa, regados a muito brigadeiro, leite com nescau cheiro de bolinhas, do jeito que nós todas gostávamos, e algumas vezes com receitas incríveis de tortas que nem sempre davam certo, sem contar com a sagrada pizza da Mister Pizza toda sexta-feira, pra comemorar o fim de uma semana cansativa, ou alguma despedida, ou algum aniversário...
Passou o 1º, o 2º ano e chegamos no Convênio. Ela caiu em outra turma. É lógico, eu fiz ela mudar! Não seria a mesma coisa sem ela por perto descascando o esmalte da minha unha. E assim o ano seguiu (diga-se de passagem, sempre na fileira da parede, ela atrás e eu na frente), com uma forte apreensão por causa do vestibular, mas sem esquecer os bilhetinhos, brigadeiros, leite com bolinhas. Garças a Deus, a aprovação chegou pra nós duas, só que junto com elas, o medo de uma amizade chegar ao fim. Afinal, éramos agora calouras de faculdades diferentes.
Felizmente a amizade resistiu, e a faculdade seguiu ainda cheia de encontros sem muitos motivos, a gente não precisava disso. Quando eu decidi vir pra o Rio, conversei com ela, e que bom, ela viria também! Assim surgiu esse grupoe com ele este blog. E hoje somos inseparáveis, mesmo com ela já de volta à Belém. Mas não tenho mais medo de perdê-la pro tempo, muito menos pela distância. Ela está aqui, presente nas nossas conversas, nas nossas lembranças, nos nossos corações, com um gosto maravilhoso de brigadeiro e leite com bolinhas.
Te amo, minha eterna amiga!
4 comentários:
Quer me matar, Fernanda??
As lágrimas escorrem aqui enquanto eu leio isso e passa um filme na minha cabeça com todos esses momentos. Cara, eu lembro tanto desses anos...e agradeço tanto por eles! Vc é das melhores amigas que a vida poderia me dar.
Amo muito vc, amiga! Muito! E morro de saudades!
Nhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa..... tu num achas que passou um filme pela minha também?
Menina pra escrever esse texto e escolher cada um deles foi difícil... são tantos e tão especiais que eu tentei resumir ao máximo as coisas e ainda assim ficou gigante!
Chora amiga, é tão bom! Mas chora de felicidade, por sabermos que os nossos netos vão ter histórias pra ouvir a vida inteira!
Saudades também!
Que lindooooooooooooooooooooo
Nanda, realmente quase mataste a Cily... tens que ter cuidado que ela é pequenina e as doses de emoções devem ser menores hauhaauhauhah
Que Deus abençoe esta amizade sempre!!!!
Que liiiiiindoooo!!!!! =)
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